Siiiii

A ferida que sangra palavras volta a fluir

“Tenho um bolso cheio de blasfêmias”, diz o primeiro verso. Mais adiante: “…arrancar essas palavras da minha garganta / cuspi-las e observá-las / enquanto se tornam vermes, poeira e finalmente homens”. A canção continua densa, metalingüística e sufocante sobre batidas um tanto marciais, guitarras delicadas e uma linha de baixo propícia ao transe. Seu título é “Dust”, uma obra-prima recém-resgatada do mesmo silêncio empoeirado tratado por ela. A banda, Siiiii, nunca lançou um álbum. Nem mesmo fitas de demonstração. Trata-se de uma potência adormecida que vem mostrando sinais de finalmente estar prestes a acordar, após 21 anos de um hiato que privou-nos de canções invulgares e únicas...

Inspirado por uma fonte literária (The Soft Machine, de William Burroughs), o nome da banda é um “alongamento” do termo espanhol si (“sim”), sendo a quantidade de “is” variável segundo o gosto do freguês (o que dificulta um pouco a busca de informações sobre eles). A escolha de tal nome evidencia quão importantes são as palavras no trabalho da banda. Encaixadas na melodia com cuidado de artesão, as letras de Paul Devine estão entre os êxitos mais lúcidos, bem elaborados e evocativos dos anos 80. Sua capacidade de dar significado e coerência a imagens encadeadas como metáforas que atraem metáforas encontrará muitos pares entre poetas, mas dificilmente entre letristas.

Isso não significa que tenhamos um verme macilento de biblioteca escondendo-se timidamente atrás do microfone enquanto recita. Paul é um vocalista seguro, versátil a ponto de tanger diferentes timbres e de nunca deixar de cantar, ou seja, por mais poéticos e inesperados que sejam seus versos, sempre temos soluções melódicas à altura. “Dust” é o maior exemplo de tal fluência verbal, com uma malha sonora que valoriza e acomoda sua voz. Já na tribal e impecável “Over”, por outro lado, sua voz entoa timbres que lembram um pouco a voz que Ronny (Clan of Xymox) reservaria anos depois para a primeira parte de “Muscoviet Musquito”. Como se não bastasse, Paul guarda outros trunfos, como a expressividade incômoda das soturnas “Fixing” e “Split”, que se equiparam condignamente aos melhores momentos de Nick Cave ou de bandas como Turkey Bones & The Wild Dogs ou Inca Babies.


Paul Devine
A constatação da qualidade do material desta banda por si só seria capaz de surpreender os apreciadores do pós-punk e do punk gótico, mas há algo ainda a intensificar e muito o susto: a banda nunca lançou nada oficialmente entre 1983 e 1986, anos nos quais esteve originalmente ativa. Suas composições jamais apareceram em qualquer antologia. Não houve fita de demonstração, não houve compactos, não houve álbuns. Chega a ser angustiante imaginar quantos “Siiiiis” tiveram sorte semelhante, mas talvez essas bandas ainda encontrem hoje um campo propício aos seus lançamentos, mesmo aos póstumos ou tardios. Afinal, quanto mais redescobrimos a produção do pós-punk e de seus ramos, mais pálida e constrangedora fica a maior parte das bandas góticas dos anos 90. Aliás, é difícil não sentir que estávamos caçando com gatos na falta de cachorros.

Mas o que torna essa banda tão atrativa, afinal? Principalmente, há a questão da sua versatilidade. Com influências notáveis de Bauhaus e The Birthday Party, cada uma de suas músicas é um subgênero per se. Indubitavelmente, um álbum do Siiiii, sozinho, teria mais variedade de estilo e atmosfera que a maior parte das coletâneas góticas dos anos 90, com poucas exceções. A propósito, ao cunhar a expressão “death rock”, Rozz Williams tinha em mente dissociar-se da idéia, digamos, de “música gótica como expressão de um estilo de vida restritivo”. Podemos dizer que tudo o que o Siiiii produziu reflete o momento em que reações como a de Rozz ainda não se faziam necessárias, um período efervescente no qual as bandas se preocupavam mais com suas canções que com os rótulos que seriam ou poderiam ser atribuídos a elas.

Entretanto, apesar de ter feito sua parte como poucas outras, a banda viu o processo de concretização de seu trabalho emperrado na etapa da busca por selos. Uma recordação de Paul é emblemática: após ouvir elogios efusivos de um olheiro, o vocalista do Siiiii foi brindado com uma pergunta a respeito da possibilidade de ele acelerar o ritmo “como The Sisters of Mercy”. Ao contrário do que já pensaram várias bandas (e a despeito do admirável talento de Eldritch), a Inglaterra realmente não precisava de mais bandas “que soassem como” The Sisters of Mercy. Foi justamente essa mentalidade contraproducente de meados dos anos 80 que contribuiu para o achatamento e empobrecimento do gothic rock, tão livre e descompromissado nos tempo do punk gotique, da Batcave e do positive punk.

Outros problemas levaram Paul a se submeter a um teste para integrar o novo projeto de Aki e Buzz, do Getting the Fear (ex-Southern Death Cult). Apesar de terem acenado com sua aprovação, sua entrada na banda nunca foi confirmada, sendo que Paul já havia anunciado o resultado aos seus companheiros de Siiiii, dissolvendo a parceria. O guitarrista Mark então passou a tocar com The Anti-Group (também conhecido como T.A.G.C.), e Ange, que teve o equipamento furtado, voltou à faculdade. Paul então participou dos igualmente recomendáveis projetos The Niceville Tampa e Deep Valley Orgasm, ambos ainda ativos.

Em 2006, Paul reencontra a baixista Ange e o guitarrista Mark, integrantes do Siiiii. Eles então retomam o contato e planejam lançar em CD tanto material antigo quanto novo. Desta vez, há grandes chances de o retorno da banda não passar incólume. A razão é simples: além de a qualidade musical da banda a ajudar, o rock gótico tem um incansável historiador na Inglaterra; sua dedicação titânica ao rastreamento das boas bandas da cena mundial o torna o mais respeitado formador de opinião do meio; seu nome: Mick Mercer, editor do zine Panache e das revistas ZigZag e The Mick; autor dos livros Gothic Rock Black Book, Gothic Rock, The Hex Files, 21th Century Goth, Gothic History I e Gothic History II; compilador de algumas das melhores coletâneas góticas disponíveis e responsável por um diário repleto de resenhas e dicas na Internet. Ciente do valor da oportunidade, o crítico inglês colocou todo seu aparato a favor da banda, mas não é de hoje que ela chama sua atenção... Em 1984, Mercer a entrevistou na revista ZigZag e, em 1991, incluiu-a num verbete um tanto lacônico de seu Gothic Rock. Recentemente, contatado por Paul e informado a respeito da reunião da banda, Mercer publicou dois instigantes textos sobre o Siiiii em seu diário, entrevistou Paul no vigésimo segundo número da revista The Mick, espalhou a notícia em fóruns – como o Flashblaine e o da banda UK Decay – e já anunciou sua intenção de resenhar o CD promocional com material das bandas de Paul.

Após ouvir tal CD, é fácil compreender o entusiasmo do inglês. Contagiados pelo trabalho deste, buscamos fazer contato e encontramos em Paul Devine uma pessoa paciente e extremamente simpática disposta a contar um pouco mais sobre essa lenda rediviva do pós-punk.

Tradução por Cid Vale Ferreira.

Inicialmente, você tocou nas bandas The Basic Route to Realism e Cult of the Head. Como você as descreveria? Existem registros delas?

Paul Devine: Bem, The Basic… era um punhado de garotos que haviam acabado de sair da escola e ouviam muito PIL… aliás, era bem assim que soávamos, com a exceção de que nenhum de nós sabia tocava qualquer coisa. A única gravação sobrevivente foi gravada um pouco devagar, talvez porque as pilhas do gravador estivessem fracas, e por isso ela fica um pouco rápida quando tocada. Assim, soávamos como um PIL muito ruim e rápido com um “Sapo Maluco” cantando no lugar de John Lydon! Graças a Deus nunca nos apresentamos ao vivo.


Mark
Já o Cult of the Head tinha uma proposta completamente diferente. Na verdade, éramos muito bons! Fizemos vários shows e até gravamos algum material numa mesa de quatro canais, algo raro na Bury St. Edmunds de 1981! As gravações sobreviveram, mas sua qualidade é ruim a ponto de torná-las inaudíveis.

Houve uma festa certa noite na casa do vocalista (ele morava numa casa estranha no meio do nada com sua irmã, que era jockey) e quando acordamos de manhã havia um crânio humano em sua cama. Ninguém nem imaginava de onde aquilo tinha vindo, mas ele parecia bem velho. Ele o encaixava no pedestal do microfone nos nossos shows, abocanhava pedaços dele e chegava mesmo a engoli-los. A última notícia que tive dele data dos anos 90, quando ele estava prestes a lutar pelo Kosovan Liberation Army. Talvez seja culpa daquele cálcio todo.

Na sua opinião, o que vinha acontecendo com o punk e o pós-punk naquela época? Como você enxerga as mudanças graduais que levou as bandas àquela abordagem mais sombria e como o Siiiii poderia ser relacionado a isso?

P: Ah, bom ter perguntado, pois tenho uma teoria…

1964 – Garoto nasce.

1970-1976 – Garoto cresce ouvindo as porcarias das paradas e já percebe que aquilo é porcaria. Então o garoto descobre boas bandas de glam rock e de rock pesado mais sombrias representadas por T. Rex, Black Sabbath, Alice Cooper etc. O garoto gosta dessa coisa lúgubre e estranha e os pais dele simplesmente odeiam isso, o que é sempre um adicional…

1977 ao início dos anos 80 – Surge o punk e o ouvido do garoto já está sintonizado em canções como “Submission”, “Metal Postcard”, “Scared to Dance” e bandas posteriores como The Birthday Party, Bauhaus e Killing Joke devido a essa preparação prévia. Seus pais realmente odeiam essas coisas e realmente odeiam as roupas, o que, novamente, é algo positivo.

Anos 80, anos 90 e além – Garoto (não necessariamente um garoto agora, mas tudo bem) inicia experimentos musicais. Tendo sido atraído ao lado mais sombrio da música desde a idade de seis ou sete anos é apenas natural que a própria música e as roupas do garoto reflitam a subcultura do punk. E por aí vai. Começar a escrever baladinhas idiotas de amor e canções pop alegrinhas seria e ainda é uma prática vazia e desonesta.

Siiiii era um grupo de pessoas com gostos musicais marcadamente diferentes, mas com pontos de referência em comum que as uniu e, após 23 anos, incentivou-as a compor novas canções. Ei, nós ainda somos amigos além de tudo!


Ange
Comparando as diversas cenas góticas iniciais, é um tanto difícil perceber as singularidades de cada uma delas. Musicalmente, como era Sheffield no tempo em que o Siiiii primeiro atuou?

P: Em 1983, Sheffield havia sido descrita por John Peel como o “centro cultural do universo” devido a gente como Pulp, Artery e Cabaret Voltaire. A cena musical era, eu creio, exuberante. O problema, porém, era que muitos músicos pareciam estar cercados de idiotas, criando intrigas com tudo e todos. O equipamento de Mark e Ange, por exemplo, foi roubado – obviamente – por músicos que sabiam o que procuravam. Nem um pouco legal.

Em Newport (Wales), nos anos 90, o oposto era verdadeiro. As bandas se ajudavam, emprestavam equipamentos e até membros entre si, e aquela cena realmente deu certo.

A influência de nomes como David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop no punk gótico é bem documentada e discutida. Dia após dia, porém, a influência de Alice Cooper sobre bandas como Christian Death, 45 Grave, Demon Preacher, The Dark e Alien Sex Fiend fazem-no ser cada vez mais visto como uma outra peça importante do processo todo. Você já declarou sentir-se em dívida com ele. O que você poderia dizer a respeito do papel dele no seu interesse pelo “lado sombrio do punk”?

P: Alice? Ele era genuinamente assustador em 1971! Eu tinha sete ou oito anos e meu vizinho costumava me fazer deitar no chão, no escuro, escutando aos álbuns do Alice Cooper para ver se eu teria espasmos! (Eu não tinha.) Creio que essa era uma forma muito bizarra de abuso infantil, mas isso tornou a experiência mais assustadora e incômoda, ou seja, tornou-a muito mais divertida!!

Alice Cooper (a banda, não o cara) lançou três álbuns que anteciparam o punk gótico não no conteúdo, mas no clima. Love It To Death, Killer e Billion Dollar Babies. Esses álbuns eram perturbadores e, como assistir a um bom filme de horror, eles eram (e ainda são) uma ótima, excelente diversão. Que todas essas bandas e performers citem o cara e sua banda como influência deve significar que ele estava uns bons dez anos à frente de seu tempo.

Então, em 1976, ele se tornou puro lixo!


Jules
É impossível ouvir o Siiiii sem reconhecer o peso de suas letras. Em muitas faixas, sua voz é privilegiada por atmosferas não-intrusivas. A banda também extraiu seu nome de uma fonte literária. Você considera suas letras poesia ou o apelo literário delas é algo natural?

P: Essa é uma ótima pergunta. Escrevo canções como canções, mas com uma estrutura poética. Um bom poema, como uma boa obra literária, inspira à mente algo como um filme ou uma seqüência imagética. O que tento fazer, nem sempre com sucesso, é sugerir ao ouvinte uma sensação de lugar, de evento e de emoção. Que um ouvinte inteligente possa sentir empatia com o narrador ou protagonistas de uma canção é, na minha opinião, a chave do sucesso de uma canção.

“Sons Of”, de Jaques Brel, por exemplo, trata da perda da inocência e do fim da infância de uma maneira tão simples e direta, e entretanto tal simplicidade evoca imagens da guerra, do sangue e da perda tão vividamente que ela é quase uma experiência traumática. “Statue”, do Siiiii, não tem nada a ver com uma figura num pedestal, mas sim com perda, isolamento, autodestruição e remorso, e realmente esses são os sentimentos que as pessoas têm extraído dela, em vez de sua interpretação mais literal.

Você ainda se arrepende da maneira como o Siiii enxergava suas apresentações ao vivo? Você sente que sua música seria melhor apreciada em ambientes intimistas, através de material de estúdio, ou em eventos mais físicos, como apresentações ao vivo? Digo, deve ser uma experiência e tanto ouvir, digamos, “Over” num show. Por outro lado, “Fixing” soa mais teatral e introspectiva. Você sente que algumas canções funcionam melhor em situações específicas?

O aspecto do Siiiii nos anos 80 do qual eu mais me arrependo é que não tivemos a oportunidade de permitir às pessoas que ouvissem nossas coisas em casa antes de nos verem ao vivo. É por isso que as pessoas vão aos shows, não é? Para ouvir as canções que elas ouvem em seus fones de ouvido sendo tocadas bem alto pelos próprios músicos que as gravaram, com erros e tudo o mais. Éramos uma entidade desconhecida para grande parte de nossa audiência, especialmente quando nos aventurávamos para fora de Sheffield. É uma puta pena, especialmente se considerarmos a quantidade de material que “quase” lançamos.

Uma vez, em Leeds, começamos uma apresentação com “Statue”. Foi magnífico. “Fixing” era terrível de tocar ao vivo, por causa da gaita e tudo o mais. A minha favorita, porém, era uma canção chamada “Still Waters”, que estará em nosso lançamento. A linha de baixo de Ange nela é um verdadeiro clássico.

Mas tudo está bom quando acaba bem. Siiiii, ao lado de Niceville e Deep Valley Orgasm, irá agraciar alguns leitores de CD antes mesmo do fim do ano!

Uma vez você afirmou não estar interessado em promover apresentações nas quais ideologias políticas servissem de isca para os jovens apreciadores de sua música. Bandas como Rubella Ballet atestaram o mesmo em 1983. Havia muita pressão política nas cenas punk e pós-punk? Você acha que sua solução lírica ajudou o Siiiii a não envelhecer?

P: Rapaz! Essas são boas perguntas! As letras do Siiiii eram totalmente apolíticas. Isso não quer dizer que elas foram escritas num vácuo, mas sim que eu não sei detalhes suficientes sobre assuntos com os quais eu me preocupo instintivamente para escrever letras que soariam apenas crassas, com “c” minúsculo (nota do editor: em inglês, Paul fez um trocadilho com Crass, o nome de uma das principais bandas anarchopunks do início dos anos 80). Sempre me preocupei profundamente com aspectos da vida que eu considero intoleráveis: racismo… abuso de menores… homofobia… crueldade em relação aos animais… mas somente num nível muito visceral. Fico muito nervoso com isso para sentar, olhar as estatísticas e escrever uma canção equilibrada.


Paul, então
Com o Deep Valley Orgasm eu escrevi duas canções de teor político sobre os EUA e por aí vai, mas elas eram apenas protestos se você lesse nas entrelinhas.

Acho certo que gente como o Crass e The Mob fossem tão carregados de polêmicas da mesma maneira que o Siiiii era carregado de anseios e intensos sentimentos de desgosto, dor e perda. Era o que essas bandas faziam de melhor e, sim, acho que minhas tentativas de revoltar-me contra O Homem nos teria feito ficar terrivelmente datados!

Veja que interessante: Rubella Ballet e outra banda na qual estive por certo tempo foram ambas fraudadas por um falso diretor de vídeo por volta de 1987. Pagamos todo seu dinheiro, fomos a Manchester, e fiquei pulando num corredor de hotel usando uma garrafa de Britvic como microfone falso, dublando duas canções por cerca de meia hora. Esse cara editaria e depois divulgaria esse vídeo e ele virtualmente nos garantiu um contrato de gravação. Depois, no estacionamento, reunimo-nos com o Rubella Ballet e lhes contamos como tudo tinha sido ótimo. Eles eram muito legais e assustadoramente coloridos.

O indivíduo do vídeo foi exposto na TV nacional como uma fraude duas semanas depois. Ah! Quanta ingenuidade!

Em 1985, você foi testado para entrar na banda em que Aki e Buzz (Southern Death Cult, Getting the Fear) tocavam, e isso infelizmente levou ao fim do Siiiii. Naquele momento, havia desejos de mudanças musicais por sua parte? Essa banda seria o In Two a Circle (depois Into a Circle)?


Paul, atualmente
P: Sim. As coisas estavam um pouco estranhas no Siiiii naquela época, principalmente por causa da pessoa com quem eu estava vivendo. Vi o anúncio num jornal de música, fui entrevistado duas vezes, e eles me disseram que eu havia pegado o trabalho. No dia em que eles disseram que ligariam para confirmar, fiquei ao redor do telefone por cerca de dez horas… não ligaram…

Nesta altura eu estava constrangido demais para voltar ao Siiiii pedindo pelo meu emprego de volta, e foi isso. Ridículo, mas todos podemos ser sábios sabendo a aprender com o passado.

Desde então já encontrei Aky umas duas vezes e não havia e não há rancores.

Temos visto bandas lendárias como Skeletal Family e The Naked and the Dead voltarem com novos membros. Agora que o Siiiii voltou a reunir-se, poderíamos considerá-la novamente ativa? Você planeja recrutar novos membros se necessário?

P: Não! Na verdade, temos agora menos membros do que jamais tivemos. Ange, Mark e eu. “Os Três Grandes”!! Ou “Os Três Velhos"!!!!

A respeito do Siiiii, qual seria a sua prioridade? Lançar material antigo, gravá-lo novamente ou compor novas canções?

P: Estamos fazendo estas duas coisas: eu sequer me lembrava da existência de algumas das canções que foram desenterradas, canções muito boas, a propósito. Eu até parecia ter mais de 19 anos, muito mais do que agora! A nova faixa que ouvi é uma peça frágil de beleza etérea.

Como as pessoas poderão saber a respeito de seus lançamentos futuros? Há algum boletim eletrônico disponível?

P: As pessoas podem me escrever no deepvalleyorgasm@hotmail.co.uk e as informarei sobre as novidades. Os sites do Siiiii, do Niceville e do Deep Valley Orgasm ganharão vida em breve.

Foi uma honra entrevistá-lo. Muito obrigado! Há algum outro comentário ou reflexão que você gostaria de compartilhar conosco?

P: Minhas impressões são as de que havia muita música extremamente interessante nos anos 80 e 90, e que parte dela não obteve o reconhecimento que merecia. Sinto-me privilegiado de poder falar a respeito da minha contribuição por todos esses anos. Finalmente, eu gostaria de agradecê-lo, Cid, por seu apoio e interesse duradouro.


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Conexão Inválida