Nascido na cidade de Barga, o jornalista italiano Gualtiero Jacopetti entrou para o cinema no início dos anos 60, seguindo a carreira de documentarista. Mundo Cão (1962), sua estréia como diretor e produtor, causou controvérsia pela abordagem sensacionalista de temas polêmicos, motivando um novo estilo de documentários, conhecido como "mondo". Sempre em parceria dos cineastas Franco E. Prosperi e Paolo Cavara, continuou investindo no filão, em filmes que exploravam costumes bizarros, culturas exóticas e absurdos diversos, com cenas chocantes e violentas - nem sempre autênticas. O sucesso mundial de Mundo Cão motivou uma continuação em 1964. A Mulher no Mundo (1963), ainda neste estilo sensacionalista, investiga o papel da mulher na cultura contemporânea. África, Adeus (1966) abusa de cenas repulsivas e racistas para expor a crise do continente negro. Jacopetti e Prosperi fizeram apenas mais dois documentários "mondo", em 1971 e 1975, quando o tema já não causava mais tanta polêmica.